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Cristão Sem Compromisso é…

Cristão pela metade, meia boca! Vejamos como isso acontece.

Todo aquele que é batizado, torna-se cristão. Recebeu o dom da filiação divina. Normalmente os pais levam as crianças para o batismo ainda na tenra idade. Convidam padrinhos. Ocorre muitas vezes, que tanto os pais como os padrinhos não levam muito a sério o compromisso por eles assumido com a criança. Vão deixando que cresça sem dar a atenção a necessidade de educar a criança na fé. Educa-se na fé de modo especial pelo exemplo que se dá na prática dela. A criança que cresce, mesmo que o ambiente seja sadio, mas desprovido de prática religiosa não desenvolve dentro de si o senso de pertença cristã não faz experiência de Deus em sua vida, e a religião herdade não faz diferença em sua vida que se torna aos pouco semi-pagã. Torna-se, quando adulto, um cristão sem compromisso com sua comunidade de fé. Viver a fé assim é “cristão pela metade” “meia boca”, pois negligencia um parte essencial da fé que é comunitária. Viver em comunidade não é apenas ir de vez enquanto à comunidade ou ajudar esporadicamente. Ser cristão de verdade é aceitar o compromisso de ser comunidade e não apenas fazer-se presente de vez enquanto. Há pessoas que são pessoas de bem e dizem, “faço minhas orações em casa”, mas não pertenço a nenhuma comunidade. Ser pessoas de bem e rezar em casa são coisas muito boas e desejáveis, mas insuficiente para se considerar cristão consciente de seu compromisso com a fé.

Foto: Shutterstock

Em nosso tempo muitas pessoas procuram a igreja só nos momentos críticos (exéquias) ou para eventos sociais (casamentos). Uma prática de exterioridades sem convicções profundas. Seu exemplo não convence ninguém e nem se presta como estimulo para outros os imitarem. Tais pessoas são as primeiras a criticar pessoas comprometidas com a comunidade, inconscientemente para justificar suas incoerências em relação a fé.

O cristão autêntico não só se pauta por uma vida honesta e praticante do bem, mas entende que sua fé tem uma dimensão comunitária da qual não abre mão e se faz presente em todos os momentos da vida da comunidade, sendo ativo dentro de suas possibilidades. Tem interesse em aprofundar sua fé, não perde oportunidade de crescer nela e tem como seu livro de cabeceira a bíblia onde busca luz para seus discernimentos. Reza em casa e reza com sua comunidade quando se reúne para celebrações do culto ou da eucaristia. Mantem um compromisso ativo assumindo os serviços a ele confiados pela comunidade como expressão de sua fé que se traduz em “obras”.

Com a proliferação de seitas há uma oferta religiosa muita grande, muitos cristãos abandonam suas crenças de origem e buscam nos “supermercados religiosos” prover suas demandas. Não se comprometem com nenhuma. São clientes sem afiliação ocasionais sem senso de pertença. Frequentam uma igreja enquanto essa satisfaz seus interesses, trocam por outra quando as ofertas dessa lhe satisfazem mais. Estão em busca de curas milagrosas, de expulsão de demônios, de descarregos emocionais e daí para frente. Creem num Deus que se deixa manipular e fazedor de suas vontades que atenda seus caprichos. Cristãos que foram, agora são pagãos batizados sem crença que os identifique.
Convite: você que entrou por esses caminhos, reveja sua trajetória antes de esvaziar totalmente o dom que recebeu quando foi batizado.

Pe. Deolino P. Baldissera, sds

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