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Hoje em dia a depressão parece uma doença da moda. Ela atinge o idoso, o adulto, o jovem e até mesmo a criança. São muitos os fatores e as causas que podem levar alguém à depressão. Vamos apontar uns a título de ilustração.

O modo para se reconhecer ou detectar a depressão é pelos seus sintomas que se manifestam de formas leves, moderados ou severos. Às vezes os sintomas são confundidos com problemas do dia a dia. Alguns sintomas que podem manifestar a presença da depressão são o abatimento físico ou moral, a pessoa fica triste sem ter motivo, perde o interesse pelo que faz, desanima facilmente, perde o amor próprio, queixa-se de cansaço, insônia, não dorme direito, torna-se mais lerdo em suas reações, fica apático, tende a isolar-se do convívio com os outros, dorme mais do que o costume, descuida-se da higiene e aparência física.

A depressão atinge a pessoa toda, em seus diversos aspectos. No aspecto físico, por exemplo, perde o apetite, queixa-se de má digestão, intestino preso, náuseas. Diminui a eficiência física, sente fraqueza, perda de energia, fadiga-se com as atividades normais. Torna-se lento no caminhar, no modo de falar. Dorme pouco, tem sono leve.

No aspecto psicológico perde a estima de si, alimenta ideias de fracasso, desvaloriza-se, frequentemente fica preso a sentimento de culpa, tem dificuldade de raciocinar, tem ideias fixas, sente dificuldade de concentrar-se e de tomar decisões. Não sente prazer nas coisas, faltam-lhe alegria e satisfação. Chora com facilidade. Sente-se desmotivado, com sensação de vazio interior, sem ânimo. A vida fica sem graça, perde o entusiasmo.

Socialmente, mostra-se extremamente carente, lamuriento, cada vez mais exigente de atenções, chegando a irritar os outros com suas exigências, provocando assim a hostilidade do outro em relação a si, o que o leva a isolar-se, alimentando sentimento de rejeição, que o deixa mais abatido e agressivo. Frequentemente se sente um peso para os outros, um inútil e isso lhe causa mais autodesvalorização.

No âmbito espiritual quando tem uma religiosidade, nutre sentimento de culpa, de pecado, julga-se indigno da misericórdia de Deus, torna-se refém dos próprios escrúpulos.

Um fator que pode desencadear a depressão, por exemplo, é a idade. Com as perdas que isso acarreta, como sentimentos de solidão, de abandono, perda do companheiro (marido/mulher) sensação de inutilidade, ser peso para os outros, perda das capacidades de trabalhar como fazia antes, dificuldades financeiras, degeneração do cérebro (esclerose) ou outras doenças.

Nos casos dos mais jovens, frequentemente é a falta de perspectivas futuras, desemprego, crises amorosas, falta de sentido para a vida, cultivo de expectativas irrealistas e sua consequente frustração, envolvimento com drogas, rompimento de vínculos familiares, problemas financeiros, etc.

Como tratar? Dependendo do grau (gravidade) é necessário um acompanhamento psiquiátrico e/ou psicológico. É bom se submeter a uma avaliação clínica, mesmo porque os sintomas descritos podem ser indicativos de outras doenças e a depressão ser apenas a máscara, pois ela pode esconder, por exemplo, uma esquizofrenia.

Alguns cuidados que podem ajudar o deprimido são: manter-se em atividade, mesmo que não seja no mesmo ritmo de antes, evitar o enclausuramento na própria doença, Não se isolar das outras pessoas, cultivar algum hobby, envolver-se em atividades prazerosas, passeios, entretenimentos, exercícios físicos como caminhadas, algum esporte, se as condições físicas permitem.

As pessoas que convivem com o deprimido vão precisar exercitar-se na paciência, ser mais tolerantes e compreensivas. Deve-se estimulá-lo a manter sua estima pessoal, apoiá-lo na busca de ajuda qualificada. O deprimido por sua vez, deve evitar seu quarto (cama), pois aí reside uma grande tentação de resolver o problema pela fuga no sono, no isolamento. Manter-se em ambiente arejado, aberto. Não se descuidar de sua aparência física. Claro que para tudo isso vai exigir certo esforço, pois sua tendência natural é entregar-se ao desânimo. Buscar ajuda qualificada sem medo e sem vergonha. Assim como precisa do dentista quando o dente dói, precisa também de ajuda quando a depressão chega.

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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