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Orione Conceição – Pexels

Seria desnecessário falar da importância da mãe na vida dos filhos. Todos nós sabemos o significado que  tem e o quanto ela é importante e insubstituível. Ainda assim, gostaria de propor algumas considerações que creio sejam pertinentes à figura da mãe na vida da criança. Ao referir-me à mãe vem logo à mente que se trata da mãe biológica, aquela que gerou. Sem dúvida, essa é a que por direito, em primeiro lugar, se aplica o termo. Contudo, nem sempre é ela a figura mais importante na vida da criança, por vários motivos, entre eles, por morte precoce, doenças, trabalho, separação, abandono, etc. Por isso aqui ao referir-me à mãe, o termo se aplica seja àquela biológica ou não, desde que faça o papel de mãe! Pois, trata-se daquela que vai moldar a vida da criança, sua personalidade, seu equilíbrio emocional, sua afetividade, seu modo de lidar com a vida.

Hoje, sabemos que os primeiros anos são fundamentais para o desenvolvimento da pessoa. Os tipos de cuidados, a qualidade dos relacionamentos, moldam o modo da criança compreender e viver sua vida. A mãe é seu primeiro espelho, sua primeira referência, seu primeiro modelo. Pois é no aconchego de seu colo que a criança faz a experiência de si, da autocompreensão, do sentir-se aceita ou não, de ser estimada ou não. A mãe é aquela “recepcionista” ímpar que dá as boas-vindas à vida para quem está iniciando seu percurso. Ela não pode cometer “gafes” sem o risco de comprometer o futuro do ser desprotegido que chega. Por isso seu papel é imprescindível e insubstituível. Essa figura pode ser a mãe biológica ou a outra, adotiva ou adotada. A criança ao nascer começa a ocupar um espaço na vida de pessoas, na casa onde vive, na cidade onde se torna cidadã, no país onde ganha uma nacionalidade.

No seu início, ainda indefesa, sem voz, sem locomoção própria, vale-se de quem dela cuida para conquistar seus espaços físicos, afetivos, relacionais, culturais, religiosos, etc. E na sua fragilidade, seu grande trunfo para garantir seu futuro está depositado na pessoa que é sua extensão, seu lugar-tenente. A mãe é seu refúgio, sua porta-bandeira, sua defensora, sua cuidadora, sua porta-voz! É responsável para prover e suprir suas necessidades básicas, interpretar e atender seus desejos mostrar-lhe o mundo, protegê-la contra as ameaças. Embalá-la para induzi-la ao sono, vigiá-la enquanto dorme, acariciá-la quando desperta. Ela é zeladora de sua saúde, trabalhadora para seu sustento. É seu compromisso, mesmo enquanto dorme, manter-se “antenada” e estar disposta a permanecer em vigília se algum gemido estranho estiver ocorrendo.

Isso tudo que parece ser um peso, na verdade, na vida da mãe é sua realização, é sua felicidade. Por isso ser mãe, não é peso, nem sofrimento, é plenitude. Ninguém melhor do que os filhos para saber que elas são imprescindíveis e insubstituíveis. Vivam as mães!

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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