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Estamos tratando do desenvolvimento afetivo em suas diferentes etapas. Neste item chegou a vez de falar sobre a afetividade do jovem adulto depois da fase da adolescência. O jovem (de 22-25 anos) que já passou pelas oscilações da adolescência começa a pensar com mais seriedade em seu futuro. Procura definir-se em relação à profissão que vai abraçar, torna-se mais estável em suas emoções, mais seguro em suas convicções. As aventuras da adolescência dão lugar à seriedade e ao realismo. Na área afetiva busca alguém não apenas para “ficar”, mas alguém com quem quer estabelecer vínculos duradouros. É capaz de maior altruísmo, muito embora a pressão por vencer na vida, ter seu lugar ao sol, o obrigue ainda a pensar muito em si e no seu futuro. Contudo, é mais compreensivo com os problemas humanos dos outros e capaz de renúncias em prol de alguém ou de uma causa. Sua afetividade vai se desenvolvendo com o/a companheiro/a adulto/a. Já pode gerar novas vidas e responsabilizar-se pela vida de alguém, comprometer-se. Tem condições de integrar o amor “emocional” com o amor “racional”. Unir desejos, com vontade e racionalidade. É capaz de fazer renúncias de algo bom para algo que considera melhor! Pode-se dizer que ele/a é aquilo que ama! Torna-se mais tolerante com as atitudes e conflitos dos outros, porque possui maior capacidade de lidar com os próprios conflitos.

Sua vida caracteriza-se pelo assumir responsável. É capaz de estabelecer relações íntimas, criar amizades duradouras sem exclusividade. Partilhar seus problemas, seus sucessos, suas aspirações e seus sentimentos profundos. Comunicar com o outro, com grupo de amigos/as, suas descobertas, suas conquistas, suas dores e  suas alegrias.

Supera com mais facilidade as crises de fechamento, isolamento. É mais sociável, menos resmungão. Gosta de divertir-se com os/as amigos/as, já pode impor-se limites, distinguir o que é saudável do que é prejudicial.

Isso tudo que acabei de dizer é o que se pode esperar de alguém que percorre as diferentes fases de seu desenvolvimento afetivo normal. Contudo, sabemos que as coisas nem sempre ocorrem dessa maneira. Se por um lado, o que foi dito, é o que se pode esperar no desenvolvimento normal da afetividade, por outro lado, as condições sociais, as pressões de grupo e outros fatores tendem a retardar o amadurecimento do jovem. Há jovens com seus quase 30 anos que ainda se debatem com problemas da adolescência. Por alguns aspectos é adulto, por outros, manifesta comportamentos fixados em atitudes infantis, e se revela ainda um imaturo e frequentemente também irresponsável.

A aventura do desenvolvimento afetivo equilibrado é uma meta, que nem todos alcançam. Contudo, uma coisa parece certa, o tempo de juventude embora difícil de defini-lo, é certamente aquele em que se delineia de modo definitivo o futuro que está por vir. Trilhar o progressivo amadurecimento é uma tarefa que o jovem não pode delegar a ninguém. Ou ele aceita ser seu próprio protagonista ou estará fadado a uma vida com pouco sabor, candidato permanente a desequilíbrios emocionais, dependente das decisões alheias.

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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