skip to Main Content
(49) 3566-0270 paroquiavideira@gmail.com
Daniel Nieto – Pexels

No texto anterior abordei o desenvolvimento afetivo na criança até a pré-adolescência. Neste vou tratar de alguns aspectos da afetividade na adolescência. Essa fase vai mais ou menos dos 10-11 anos até 18-20 anos. É um tempo que se prolonga por, mais ou menos, dez anos. Nesse período acontecem grandes transformações na vida do adolescente. Fisicamente há a definição de seus traços característicos como homem ou como mulher e em nível emocional faz experiências afetivas intensas. O início da adolescência é marcado pelas mudanças biológicas (fase da puberdade), que levam a um crescimento físico acentuado com definições nas formas do corpo e marca a chegada da maturidade sexual. Papel importante desempenha uma glândula endócrina chamada pituitária ou hipófise, devido a liberação de hormônios que estimulam as glândulas sexuais na secreção dos hormônios: andrógeno nos meninos e estrógeno nas meninas. Esses hormônios além de levarem ao amadurecimento sexual, provocam em nível emocional alterações fortes no estado de humor, levando com frequência à impulsividade. Há grande quantidade de hormônios sexuais em circulação pela corrente sanguínea, que provocam excitações fortes, desejos e fantasias. É a fase em que ocorrem os “apaixonamentos”. Adolescente, quando apaixonado, “esquece” os/as amigos/as porque quer ficar perto de seu “objeto de paixão”. É a fase da descoberta e atração e encantamento pelo sexo oposto. A afetividade desabrocha como primavera pujante. Sobra energia que ele precisa extravasar em atividades físicas, esportes, lazer, etc. O companheirismo entre eles se torna um compromisso quase umbilical, pois, isso lhes permite realizar aventuras que  têm sabor de conquistas e provas de sua independência e competência. O mundo externo (fora de casa) se torna muito mais atraente, o programa dos pais ou da família já não são mais importantes daqueles dos amigos/as. Estar com seu grupo é sinal de independência e autogestão. A autonomia é prova para si mesmo de seu crescimento (já não sou mais criança). O amor pelos amigos e amigas parece superar o amor filial. O adolescente sente mais gosto e interesse em ficar com os colegas do que com seus pais. Vive uma afetividade intensa, carregada de emoções fortes. É a época em que tem também  cenas de rebeldia, de descargas agressivas. Busca emoções fortes (amam o “perigo”). Suas emoções e sentimentos tendem a prevalecer sobre a racionalidade.  Não vivem tanto suas convicções, mas mais suas emoções! Vale o que sente! Psicologicamente mostra-se instável, com mudanças de humor repentinas, são capazes de grandes gestos de generosidade e como também de egocentrismo. Um grande paradoxo acontece no adolescente, vive um conflito entre o desejo de se firmar com uma identidade única, própria e um desejo quase irresistível de ser como seus amigos ou amigas. Veste-se de maneira semelhante aos seus ídolos, cultiva hábitos parecidos, mas se ofende se alguém não o trata como indivíduo único.  Nessa fase tende a prevalecer suas paixões. Já no final da adolescência as coisas começam a se acomodar e ele se volta para uma definição profissional com mais seriedade. Começa abrir-se para perspectivas pessoais em relação à vida.

A adolescência é a porta que se abre para a juventude que vai continuar por alguns anos até chegar à vida adulta.

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

This Post Has 0 Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top
X