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No texto anterior falamos do desenvolvimento da afetividade da criança até em torno dos 2-3 anos. Neste, vamos falar sobre o mesmo tema no que se refere à idade de 3 a 6 anos (aproximadamente). Nesse período a criança já caminha, já sabe se comunicar pela fala, já começa ser mais independente em relação à mãe, pois começa a manifestar suas vontades com mais clareza e protestar quando não lhe é permitido fazer o que quer. A criança começa a se envolver com outras crianças vizinhas e principalmente com coleguinhas da creche, do prezinho ou jardim de infância. Sua afetividade começa a ser marcada pela presença e pelas relações com os companheiros/as para executar tarefas, mas, sobretudo, para brincar, brigar, exteriorizar as emoções do momento. Sua satisfação se caracteriza pelo imediato. Ela age em função daquilo que os estímulos que recebe lhe provocam em termos de satisfação ou insatisfação. Como ainda não tem suas capacidades cognitivas (capacidade de pensamento lógico) desenvolvidas ela é extremamente reativa, age por impulsos. Sua afetividade é do tipo afeto de companheiros/as, de estar juntos para brincar. Se essas relações são vivenciadas por ela marcadas por experiências positivas, isto lhe permite abrir caminho para a capacidade adulta de estabelecer relações solidárias e fraternas com os outros. A privação ou experiências negativas acentuadas nesse período pode-se dizer, estão preparando um adulto egoísta, voltado só para si, e por isso mesmo candidato a ter relações difíceis nos ambientes aonde vier a frequentar. Será avesso aos compromissos de solidariedade, e por isso facilmente excluído das relações sociais duradouras. Os outros o verão como alguém com quem não se pode contar, porque só pensa em si. Para a criança que for muito frustrada na vivência dessas relações, o mundo para ela se apresenta como muito restrito, fechado, criando a sensação de que o que vale é cada um para si e o resto não tem importância. Pais muito protetores, que impedem a criança de se envolver em brincadeiras com crianças vizinhas ou coleguinhas de escola, reduzindo suas relações àquelas de dentro de casa, mesmo que tenham o intuito de preservá-las de perigos, na verdade, estão dificultando a vida futura de seus filhos. A criança vai aprender no jogo das relações com as “vontades” dos coleguinhas, que, se quiser participar da “sociedade”, precisa aprender a defender suas vontades, mas também aprender a ceder, descobrindo que a necessidade de cooperação com os demais, é fundamental para satisfazer seus desejos e sentir-se aceito/a pelos companheiros/as. Na relação com os outros a criança vai experimentar, que precisa permitir ao seu/sua colega brincar com seu carrinho ou sua boneca, para contar com ela no restante da brincadeira, senão ela corre o risco de ficar sozinha ou mesmo excluída da brincadeira com os/as outros/as. Esse aprendizado é importante para, no futuro, entender que é preciso respeitar também as vontades alheias e saber compartilhar não só os espaços, mas também, viver a dimensão da amizade solidária tão necessária para uma vida humana digna de ser vivida.  Deixar a criança ser criança, eis um compromisso do adulto que quer educar. Aquilo que a criança vivencia vai repercutir na moldagem de sua psique e na maneira como vai lidar com sua vida e com a dos outros. A experiência com coleguinhas da mesma idade facilita também o processo de identificação. Pais ajudem seus filhos pequenos a aprenderem pela experiencia a convivência sadia com seus pares.

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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