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Vivemos no tempo da pandemia. Todos aflitos porque esse tempo se prolonga. Cada dia que passa as notícias não se alteram, falam das desgraças do Coronavirus. A contagem dos que morrem só aumenta, embora a grande maioria que adoece se cura, não morre, mesmo assim a ansiedade aparece. Todos sabemos que essa onda vai passar, ela não é eterna, precisamos ter um pouco mais de paciência, de coragem e suportar os sacrifícios que se impõem. Ficar em casa é ruim, mas é o meio mais eficaz de evitar a contaminação e propagação  precisamos ser solidários! Em meio a esse caos é preciso ter esperança, sem ela não há saída.

A esperança é uma das virtudes cristãs que diz que o mal não vencerá o bem. Que no final das contas tudo passa. Contudo, não se pode ficar numa atitude conformista, esperando as coisas mudarem por conta própria. A esperança precisa ser ativa, isto é, feita de luta para vencer o mal e as situações que geram o mal. Já se tem muitos exemplos de superação, onde situações aparentemente impossíveis foram vencidas pela garra e luta. O coração humano é feito para vida e a defesa dela se impõe nas situações limites.

No meio de tantas desgraças sempre aparece uma luz de graça que aponta para um depois melhor. Esse depois é para esta vida e para a outra também. Alimentar a esperança se faz necessário para poder continuar vivo. Quem perde a esperança já começa a viver no próprio túmulo, porque tende a se fechar e olhar só para o negativo e o desencorajamento só aumenta.

Esperar é preciso! Necessário se faz resgatar dentro de nós aquilo que sobra das lutas perdidas e das decepções sofridas. Examinar lá no fundo da alma o que ainda a sustenta a caminhada.

É necessário olhar para a vida de cada um e se perguntar qual a razão que tenho para lutar pela vida. O que me desanima e o que me anima? Como lido com os meus problemas e com aqueles que afetam as pessoas próximas de mim? Há algo dentro de mim que me diz que sou capaz de ir além dos meus problemas? Que dúvidas me surgem quando faço essas perguntas? Aonde me agarro para enfrentá-las?

São Paulo, diante dos diversos desafios que tinha diante de si dizia: “sei em quem coloquei minha esperança”.  Sua certeza baseava-se na sua experiência de fé em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Isso lhe dava força e ânimo para não desistir diante de nenhuma ameaça, mesmo aquelas contra sua integridade física. Olhando a experiência dele podemos encontrar encorajamento diante de nossos desafios. Se temos uma fé experimentada, isto é, baseada em experiência profunda de Jesus, então como Ele podemos manter a cabeça erguida e continuar a luta!

A pandemia vai passar como outra que aconteceram. Isso é certo, mesmo que tenha custado e ainda esteja custando muito sacrifício e luta. Vamos unir nossas esperanças, juntos somos mais fortes. Fortaleçamos nossos vínculos de solidariedade e nossa capacidade de olhar para frente. Afinal não somos feitos para o desânimo, mas para o otimismo. A esperança e a fé juntas podem fazer a diferença. A trilogia: fé, esperança e caridade são  a “marca cristã” sempre ativas e cuidadoras da vida. Viva a fé, a esperança viva e a caridade solidária!

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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