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Os salmistas do antigo testamento, quando o povo se encontrava em grandes perigos, se dirigiam a javé expondo a situação e pedindo a intervenção dele para salvá-los da calamidade. O papa francisco nos convidou a rezar com ele o pai nosso, hoje, dia em que celebramos a anunciação do anjo à maria.

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Rezemos com o papa.

Pai nosso – ele é pai de toda a humanidade, de crentes e não crentes, não exclui ninguém. A ele elevemos a oração que ele mesmo nos ensinou. É a oração da família humana inteira. Esta família humana que hoje se encontra ameaçada. Ele como pai há de ouvir nossa angústia nele confiamos e depositamos nossas esperanças. Ele saberá o que é melhor para nós. Por isso seja feita a sua vontade. Contudo queremos apresentar  nossos clamores porque sabemos  que ele quer o nosso bem seja aqui na terra como lá no céu. Deixamos em suas mãos nosso destino.

Pai dai-nos hoje o pão de cada dia! Dos diversos tipos de pães que precisamos, o que sacia nossa fome para nos manter vivos e saudáveis, o pão de sua palavra que alimenta nosso espírito abatido, o pão eucarístico que gera comunhão e unidade; precisamos com urgência do pão da solidariedade que nos permite sentir que não estamos sozinhos;  o pão da ciência que nos ajuda descobrir os remédios que precisamos para restabelecer nossa saúde; o pão da sabedoria para podermos discernir os apelos que os sinais dos tempos nos fazem hoje. Precisamos do pão  da competência e da dedicação, de modo especial, daqueles que estão hoje cuidando das pessoas doentes, precisamos do pão da paciência para suportar esse momento passageiro que nos deixou todos vulneráveis. Precisamos do pão da fortaleza para continuar de cabeça erguida diante das ameaças que o coronavírus nos faz.  Precisamos do pão da presença de maria, que há mais de 20 séculos atrás recebeu o anúncio que seria a mãe do salvador. Seu filho veio não para trazer a morte, mas a vida, ele que por sua morte e ressurreição nos resgatou para a vida plena e eterna.

Ó maria, venerada por tantos títulos, pedimos tua intercessão nesse hoje de nossa história que ficou de uma hora para outra meio desorientada e assustada. Restituí para nós a certeza de tua maternidade que nos acaricia e encoraja. Como mãe nos reúna na família de teu filho e nos mantenha alertas sim, mas confiantes. Que não sejamos derrotados por nossos medos nem por nossas descrenças. Intercede por nós nesse “agora” que nos aflige. Esteja perto daqueles que hoje estão “partindo” para a eternidade forçados pelo poder do vírus matador. Encoraja seus familiares que choram sem, às vezes, poder se despedir como gostariam. Roga por nós santa maria!

Pedimos que o senhor perdoe nossas ofensas. Em sua oração nos ensina a dizer “como nós perdoamos”. Em relação a isso ainda somos semi analfabetos, porque continuamos a prevaricar contra nossos irmãos, contra a natureza, e muitas vezes nosso coração endurecido deixa-se conduzir pelo ódio e desejo de vingança,  e não pela misericórdia e perdão. Ensina-nos o caminho da humildade e da generosidade em relação a quem nos tenha ofendido.

Não nos deixe cair na tentação. A tentação da descrença,  da indiferença, da apatia e descaso pelos que sofrem, especialmente de seus prediletos, os pobres. A tentação de que amanhã quando voltar a normalidade, esquecermos depressa o que estamos vivendo nessa quarentena.

Mas livrai-nos do mal. Em primeiro lugar  pedimos, em regime de urgência, livra-nos da pandemia do coronavirus. Livra-nos também da ansiedade que pervade nosso espírito agitado por incertezas sobre o dia de amanhã.

Em nosso amém. Renovamos nosso desejo de aceitar sua vontade e a confiança em seu amor perene por nós.

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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