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A sexta feira santa é dia da  celebração da paixão e morte de Jesus. Dia em que se recorda o que o pecado foi capaz de fazer! Jesus entrega-se à morte livremente para destruir a força que o pecado tinha sobre nós, de nos desconectar de Deus. Jesus com sua morte de cruz rompeu com essa fatalidade e liberou as portas do paraíso. Encarrou a morte de cruz para realizar a missão que o Pai lhe confiara. Foi fiel até o fim.

Na sexta-feira santa todos nós mortais nos identificamos com o Cristo sofredor, porque como diz Isaias: “carregou sobre si nossas dores”. Nos sofrimentos dEle, encontramos sentido para os nossos sofrimentos.

Sexta feira santa, na tradição cristã, é dia de jejum e abstinência de carne para reforçar em nós a sensibilidade com os que sofrem mais.

Na liturgia da Palavra encontramos a voz do Profeta Isaias que faz um retrato do ”servo” que assume sobre si as nossas dores. “ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço de nossa cura”. Na carta aos Hebreus: Cristo (…) mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. Mas na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem”.

Lendo em seguida o relato da Paixão, diante dos olhos aparece o cenário de um processo iníquo realizado pelos principais chefes da Palestina e a crucificação de Jesus no Monte Calvário como  ato final da entrega de Jesus ao Pai, realizando a sua “Hora”.

Em resposta à Palavra de Deus a igreja faz orações universais pedindo a Deus em favor de todos os segmentos da sociedade e neste ano acrescentando intenções especiais para o afastamento da peste provocada pelo Coronavirus e pelo fortalecimento daqueles que estão na linha de frente no combate à doença. Feitos esses pedidos  a liturgia nos propõe a adoração da cruz! Nosso reconhecimento diante daquele que nela morreu para nos salvar. É nos apresentado o “lenho da cruz do qual pendeu a salvação do mundo”! convidando-nos a um gesto de adoração: “vinde adoremos”!

Na sequência da liturgia temos o rito de comunhão que nos permite um encontro pessoal com aquele que se fez alimento para nossa jornada. Terminada a celebração segue-se o silêncio reverencial que aguarda ansioso a proclamação do “exultet”, anunciando a ressurreição gloriosa, a Páscoa do Senhor Ressuscitado!

A sexta feira santa é uma sexta feira diferente das outras do ano. Ela arrasta a multidão dos crentes para junto da cruz de Cristo. Atrai mais gente que o próprio dia de Páscoa, um fenômeno que não sei explicar, mas que acontece. O ideal é participar sim dela piedosamente, mas ela só terá sentido verdadeiro se repetir com mais intensidade no dia de Páscoa. Caso contrário, será uma sexta feira santa com cruz, mas sem o Ressuscitado proclamado na celebração do domingo de Páscoa.

Participar intensamente da sexta-feira santa sem esquecer que o dia principal é o domingo da Ressurreição!

ORAÇÃO

Jesus nesta sexta feira santa contemplamos os teus sofrimentos físicos, psicológicos, espirituais. Tu mesmo disseste que tua alma estava aflita, suaste sangue no jardim das oliveiras, pediste ao Pai se fosse possível, afastasse  àquele cálice. Contudo disseste que prevalecesse a vontade do Pai. E assim aceitaste submeter-te a morte de cruz.

Senhor queremos aprender com teu exemplo, suportar nossos sofrimentos inevitáveis. Queremos que nos ajude a colocá-los na perspectiva de tua cruz. Só assim eles ganharão sentido e se tornam para nós redenção.

Na sexta feira santa multidões se acercam de ti, identificados em teus sofrimentos. Acolhe, Senhor a dor humana carregada em cada coração. No peso que carregaste em tua cruz estavam nossos pecados. Que tua misericórdia abata nossas maldades e teu sangue derramado, lave nossas feridas e purifique nossos corações do mal.

Senhor Jesus, no percurso até o calvário caíste três vezes. Em nosso caminho caímos muito vezes. Pedimos Senhor,  tua ajuda para nos levantar como tu fizeste, ajuda-nos a carregar nossa cruz.

Tua entrega na cruz onde tudo se consumou, foi o grito libertador do peso que pairava sobre nós desde Adão. Tua morte na cruz nos libertou da escravidão a qual estávamos submetidos.

Obrigado Senhor por terdes morrido por nós. Em tua cruz está o sinal de nossa vitória e é com ela que venceremos!  Amém.

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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