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Nesse tempo de pandemia fomos convidados a ficar em casa, em isolamento para evitar a propagação do vírus. Os pais e filhos tem ocasião de conviver por mais tempo juntos. Como se tem visto houve muita criatividade para ocupar o tempo com coisas úteis e que ajudam a estreitar os laços familiares. A igreja sempre teve a “casa” como lugar de encontro e vivência do amor mútuo e lugar do crescimento da fé.  A casa (família) como “Igreja doméstica”!

São Paulo no final da 1ª Carta aos Coríntios, envia saudações à “Áquila e Prisca, com a comunidade que se reúne em sua casa, enviam-vos muitas saudações” (16, 19).

O Catecismo da Igreja Católica diz: O lar cristão é o lugar em que os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. Por isso, o lar é chamado, com toda razão, de “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola das virtudes humanas e da caridade cristã. (1666 CIC).

A “Igreja doméstica” começa com a união do casal que celebra o sacramento do matrimonio e depois se consolida com o nascimento dos filhos. Todas as famílias cristãs  quando nasce um filho(a) pensam logo em dar-lhe o batismo. Procuram a igreja para realizá-lo. Ao fazer isso assumem o compromisso de educar seus filhos na fé que professam. A educação da fé começa, portanto, em casa. Todos lembram das primeiras orações que aprenderam no colo da mãe e do pai. Muito frequentemente essa prática começa bem cedo, quando as crianças começam a falar, os pais ensinam-nas a fazer o sinal da cruz e as orações mais conhecidas, Ave Maria, Pai Nosso etc. Aí começa a igreja doméstica com a prática cristã dentro de casa, os filhos aprendem a conhecer, amar e servir a Deus. É comum nas famílias terem a bíblia, Palavra de Deus, a cruz, símbolo cristão da entrega de Jesus, imagens de santos como intercessores e em muitas lares pequenos altares. Tudo isso constitui um “espaço sagrado” dentro da própria casa. São gestos que simbolizam a fé presente e da qual a família se nutre em seu dia a dia. Ali são depositadas, esperanças, agradecimentos e pedidos para que Deus proteja a família. Pequenos gestos que fortalecem a fé e a mantem viva. Muitos outros gestos são feitos para recordar momentos especiais da vida de fé, por exemplo, no natal se fazem presépios, na quaresma faz-se dias de jejum, se participa mais intensamente das celebrações da semana santa, muitas famílias costumam pedir que sua  casa seja abençoada etc. Muitas outras práticas cristãs são objeto de atenção como a reza o terço.

Tudo isso é indicativo da presença da “igreja doméstica”. Nesse tempo de pandemia em que estamos impedidos de ir às igrejas, a casa tornou-se lugar por excelência da prática cristã. Ali se pode acompanhar as celebrações pela TV, internet, radio e outros meios. É uma forma de estar em comunhão com toda a igreja e sermos igreja! É  também uma boa ocasião para a família ter algum momento para juntos ler a Palavra de Deus, refletir sobre ela, fazer momentos de oração juntos. Tudo isso fortalece os laços familiares e a própria fé. E assim a “igreja doméstica” é o lugar do testemunho da fé e da igreja viva!

Oração

Senhor Jesus, tu que viveste na família de Nazaré e a santificaste pela convivência, pelo trabalho e pela prática da Torá (Lei). Tu que aprendeste desde pequeno a prática religiosa com teus pais Maria e José que te levaram ao templo para seres apresentado a Deus, Tu que frequentaste a sinagoga aos sábados e ali discutiste com os anciões sobre as coisas de Deus. Ensina-nos a viver nossa fé no seio da família. Que nela paz e união estejam presentes todos os dias e a prática do bem. Ilumina os pais na transmissão dos verdadeiros valores na educação dos filhos. Faze com que  os filhos sejam dóceis  aos ensinamentos dos pais. Que a família seja uma verdadeira “igreja doméstica”. Amém

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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