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No domingo de Ramos celebramos a memória da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém pouco antes de ser condenado à morte. O povo o aclamava dizendo, “bendito o que vem em nome do Senhor”. Saudavam-no com ramos de forma simples e espontânea, manifestando sua esperança de ver o verdadeiro Rei Messias que vinha ao encontro do seu povo para definitivamente salvá-lo pela oferta livre de  sua própria vida.

Na leitura da paixão vamos ouvir o passo a passo da trajetória de Jesus até a morte de cruz. Antecedendo sua prisão no monte da oliveiras reza ao Pai que afaste dele aquele cálice, mas pede que prevaleça a vontade do Pai e que ela se cumpra. Humanamente sofre a angústia que antecede a morte, sua sangue! seus discípulos estão sonolentos e dormem, não conseguem vigiar com ele. Os soldados capitaneados por um dos discípulos de Jesus, Judas, chegam para prendê-lo. Em reação instintiva Pedro saca da espada e fere um dos soldados. Jesus manda Pedro embainhá-la e deixar que se cumpra o projeto do Pai. Sua prisão no monte das Oliveiras se deu na escuridão da noite. Momento de trevas. Os “condenantes” de Jesus contrariados em seus interesses preferem-na (as trevas) à luz de Cristo.  Essa história que é velha, mas se repete ainda hoje, mesmo depois de Jesus ter provado que era o enviado do Pai, com sua morte e ressurreição! O gênero humano ficara marcado pelo pecado original impresso em seu íntimo. Jesus destruiu esse destino que pairava sobre os humanos de “excomungados” de Deus, tornando-os novamente filhos pelo batismo.

Domingo de Ramos – Foto: Reprodução

Do horto Jesus foi levado à prisão e logo a juízo passando pelas várias estâncias julgadoras. A primeira delas diante do sumo sacerdote Caifás com seus Co juízes, escribas e anciões. Enquanto isso, Pedro seguia o mestre de longe, foi sentar-se entre os servos para ver o que ia acontecer. O sinédrio e sumos sacerdotes procuram argumentos para o condenar, sem os ter buscam falsos testemunhos para embasar-se. Encontram alguém que diz ter ouvido de Jesus a afirmação “posso destruir o santuário de  Deus e reconstruí-los em três dias”, foi o suficiente para os exaltados juízes rasgarem suas vestes e condená-lo por blasfêmia. O consenso de todos foi “ele merece a morte”. Imediatamente começam a bater em Jesus e desafiá-lo se é Messias. Pedro foi denunciado como um de seus seguidores, mais do que depressa negou essa condição. “eu não conheço este homem”! Nesse interim o galo cantou. Foi o despertador da consciência de Pedro, que se lembrou do que Jesus lhe dissera, que o negaria três vezes. Arrependido chorou amargamente.

Depois de ter passado a noite em claro, enquanto o sinédrio todo deliberava e escrevia a sentença de morte, mandaram amarrar Jesus e na manhã seguinte levaram-no até Pôncio Pilatos, autoridade suprema que podia assinar a sentença de morte e tudo estaria concluído. Faltaria apenas a execução! Judas sabendo da condenação de Jesus devolve as trinta moedas de prata e no desespero vai enforcar-se.

Jesus diante de Pilatos. Este chega com sua imponência de juiz supremo e interroga Jesus: “tu és o rei dos judeus?” Jesus confirma que é! Segue outras perguntas diante das quais Jesus fica em silencio (perturbador para Pilatos). Pilatos antes ainda de lavar as mãos fez uma manobra para evadir-se da responsabilidade. Propôs, aos acusadores e ao público arrebanhado para torcer em favor da condenação, uma alternativa. “quem quereis que vos solte, Jesus ou Barabás?” enquanto aguardava o veredito da multidão insuflada, foi alertado por um enviado da esposa “não te envolvas na questão deste Justo”. Diante da resposta que a preferência de soltura fora por Barabás, Pilatos ficou sem saída e não sabia o que fazer com Jesus. “Que farei então com Jesus a quem chamam de Messias?” “seja crucificado”, foi a resposta. Numa última tentativa de livrar-se da responsabilidade, pergunta, “mas que mal fez ele”? desesperado diante do vozerio pedindo pela crucificação pede água e lava as mãos! Mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. Seus soldados despiram Jesus e lhe puseram uma capa escarlate. Com espinhos, transaram uma coroa e a colocaram na cabeça de Jesus e um caniço na mão direita, cuspiram nele como sinal de desprezo e  ajoelhando-se diante dele dizendo ironicamente “salve, rei dos judeus”! tiraram  capa, revestiram-no com suas vestes e partiram para o crucificar.  Na saída encontraram Simão de Sirine e fizeram-no ajudar a carregar a cruz. Temiam que Jesus morresse pelo caminho! Chegando ao Gólgota deram  para beber um anestésico, vinho misturado com fel, Jesus provou-o, mas não bebeu. Crucificaram-no. Enquanto aguardavam o desfecho repartiram entre si pela sorte as vestes de Jesus. Por mandato de Pilatos puseram o tabuleiro na cruz onde estava escrito: “Jesus Nazareno, rei dos Judeus” . enquanto Jesus agonizava zombavam dele dizendo “tu que destróis o Santuário e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo, se és o Filho de Deus e desce da cruz!”

A partir do meio dia se fez trevas sobre a terra até as três da tarde! Um contraste nunca visto, na hora da plena luz, meio dia, as trevas se apoderam e tomam conta. A luz verdadeira, passando pela morte ia apagá-la definitivamente para torná-la nova e cheia de luz do novo dia da ressurreição. Jesus exclama: “Meu Deus, meu Deus porque me abandonaste…?” com voz forte gritando novamente, entrega seu espírito ao Pai. Tudo se abalou, o véu do templo se rasgou, a terra tremeu, os túmulos se abriram. A vista disto o centurião e seus subordinados, confessam “verdadeiramente, este era o filho de Deus”.

Este é o cenário de nossa celebração no domingo de Ramos. Com isto em nossa mente entremos na celebração da semana santa.

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds
Pároco

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