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Cada pessoa precisa ter razões para viver, caso contrário vai se encontrar com um vácuo existencial que, por sua vez vai levar a uma frustração existencial. Para dar sentido a vida, é preciso ter um conjunto de valores pelos quais valha a pena viver, lutar, e até mesmo sofrer e em última análise até para morrer por causa deles. Só assim a vida terá uma dimensão que ultrapassa o dia a dia enfadonho. Com o passar dos anos cada um vai se deparando com o que vale a pena e com o que não vale a pena, se desgastar. As ilusões juvenis vão sendo purificadas pelas experiências que a vida vai trazendo. Ninguém escapa do confronto existencial se a pessoa com sinceridade quer encontrar razões que sustentem sua vida e a mova para frente.

Foto: Shutterstock

Não é necessário inventar situações para fazer testes a respeito da vida, ela própria se encarrega de nos colocar diante de questões fundamentais. Podemos nos iludir fugindo deles, até onde temos ocupações para preencher nosso tempo. Contudo, dia mais dia, menos vamos nos deparar com as perguntas: por que vivo e para que vivo? É necessário ter razões para viver e objetivos que respondam ao para que viver.  Podemos correr o risco de inocular essa busca que o coração traz consigo desde o nascimento. Pode-se viver um faz de conta pelo tempo que se consegue fugir ou enganar a si mesmo, mas a angústia daí resultante estará sempre incomodando a consciência, que mesmo estando adormecida, de vez enquanto será despertada e atormentará com suas perguntas ou suas culpas.  Não há como escapar dessa condição humana a menos que alguém renuncie a ser humano se é que isso é possível. Aquilo que é inerente ao ser humano fará parte dele até o fim, quer estejamos conscientes ou não. A busca por um sentido da vida é uma das questões básicas do qual ninguém pode eximir-se.

Enquanto é tempo é bom então dar uma parada de vez enquanto e verificar para onde estamos levando nossa vida. Há uma música que diz em um de seus versos; “deixe a vida me levar”, Sim, mas para onde?  Qual o final que prevemos para ela? Este final satisfaz ou não satisfaz sua busca por sentido? E fica a pergunta: O que mesmo move a sua vida?

Pe. Deolino P. Baldissera, sds, pároco

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